Depois da morte inesperada do meu grande amor, o mundo perdeu a cor. Afastei-me de tudo e de todos — até de mim própria. Agora, ao lado de um novo namorado, percebo que o vazio dentro de mim não desapareceu. Quero deixá-lo. Não por falta de carinho, mas porque deixei de acreditar no amor… e em mim.
Sou pintora, e as minhas telas tornaram-se espelhos da minha dor: escuras, caóticas, insanas. Vivo cercada por batalhas silenciosas, alimentadas por fantasmas que me sussurram que não há saída. E talvez não haja. Ou talvez eu tenha medo de querer ser salva.
Mas e se houver uma réstia de luz ao fundo deste túnel? E se o amor que penso ter perdido estiver, na verdade, à minha frente — sufocado pela minha dor?
Esta é uma viagem crua e lírica pela dor do luto, pela luta interna da autossabotagem e pela possibilidade de recomeçar, mesmo quando tudo parece perdido.
Porque às vezes, o amor sobrevive — mesmo quando nós já não conseguimos.