IDENTIDADE não é um romance sobre um homem perseguido. É um romance sobre um homem que percebe, tarde demais, que passou anos a construir a própria prisão.
Quando uma dívida antiga deixa de ser processo e passa a ameaça real, a estrutura começa a fechar-se. Os amigos sabem pouco. Os inimigos sabem demais. E há uma mulher no centro de tudo.
Entre Gaia, Madrid, Barcelona, o Lago di Como e a Sicília, IDENTIDADE acompanha a queda lenta de um homem habituado a viver sem deixar rasto. Não há heroísmo aqui. Não há redenção fácil. Há dinheiro invisível, lealdades alugadas, tribunais, vigilância, desejo e a lógica fria de um mundo onde tudo pode ser convertido em activo, pressão ou chantagem.
Este é um livro sobre poder. Sobre fraude. Sobre o custo de viver tempo demais dentro de personagens e, essencialmente, sobre o momento em que um homem percebe que vive numa gaiola dourada e está a tentar sobreviver-lhe.