Reconstruído é um romance sobre identidade, inteligência artificial, poder e guerra jurídica. Um homem dado oficialmente como morto percebe que a sua vida não desapareceu: foi desmontada, analisada e reaproveitada por uma operação sofisticada, onde ações coletivas, associações de consumidores, financiamento encapotado, tecnologia, reputação e interesses empresariais se misturam numa máquina difícil de distinguir da justiça.
No centro dessa arquitetura está Ariadne, uma inteligência artificial capaz de organizar informação, detetar padrões, reconstruir narrativas e transformar dano real em vantagem estratégica. Entre Veneza, Trieste, Liubliana, Viena, Porto, Braga, Madrid e Tânger, o narrador segue os vestígios da própria reconstrução enquanto enfrenta advogados, consultores, estruturas empresariais e figuras do passado que sabem mais do que deviam.
Não é uma confissão. É uma cronologia de danos: humanos, jurídicos, tecnológicos e corporativos.